domingo, 30 de janeiro de 2011

Game Over...

Vou tentar falar em forma de metáfora (talvez porque não seja conveniente falar de forma clara)...


Por que as pessoas despertam na gente coisas (ou sentimentos, vai...ainda tô tentando resistir), que não terão a menor possibilidade de corresponder? Por que elas prometem coisas que não poderão cumprir (e algumas vezes, nem se esforçam tanto para isso)?  Por que a gente se envolve, mesmo sabendo de cara que vai dar merda...e TODOS dizem isso? 


Pois é. acredito que a fragilidade humana tem a mesma proporção de a força que carregamos dentro de nós e em cada momento uma delas está no comando...sabe, uma gangorra? Então...arrastei sozinha uma "possibilidade" de transformar o improvável (que aliás foi uma vontade só minha pelo visto) por dois meses!


Vi por algum ângulo de bondade e otimismo, desses que eu faço questão de carregar, a possibilidade de transformar um sapo em príncipe! De fazer bem a uma pessoa que é visivelmente do bem...mas acho que ela não quer e nem me deixou tentar! Me chamava pro seu mundo e me escapava como areia entre os dedos...difícil de entender, né? É, é sim...tão difícil como descrever o que eu sinto por ela e pela situação nesse momento.


Mas agora não adianta mais também...desisti...a razão que há em mim e aparece de vez em quando (bem de vez em quando mesmo), me diz que é hora de parar! Vim de um naufrágio e qualquer onda mais forte que me pegue, pode mesmo me afogar...não é o que eu quero, pra 90% de mim, não era o momento do fim...mas, GAME OVER!


Ouvi de uma frase de pessoa mais ou menos, que faz todo sentido: "A gente só se desilude, porque a gente se deixa iludir!"


" ... Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em conto de fadas, de achar que a gente muda o que sente e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.  
Não era amor, era uma sorte, Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era medo...NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR!" 
Martha Medeiros - Divã  






Nenhum comentário: